As primeiras fotos da minha GoPro (e algumas considerações sobre a câmera)

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Não conhecia a GoPro quando resolvi que precisava de uma câmera para fotografar as minhas remadas, mas, depois de pesquisar um pouco, resolvi investir na câmera de ação. A decisão foi simples: já que era para ter mais uma câmera, achei que valeria a pena comprar uma que oferecesse algumas possibilidades diferentes de imagens – caso contrário, faria mais sentido apenas comprar uma capinha à prova d´água para a minha câmera digital normal.

Estreei a minha GoPro semana passada em uma remada na Billings num sábado premiado com sol para facilitar meus cliques. Fiquei bastante satisfeita com a nova aquisição, mas, apesar de estar tão em alta, a GoPro não deixa de ser uma câmera com seus prós e contras. 

Go Pro Stand Up Paddle

A GoPro certamente não é para alguém que gosta de ter controle total sobre a foto que está tirando. A câmera tem poucas opções de ajustes, o que limita bastante o resultado (fotos noturnas por exemplo, são mais complicadas). Por outro lado, é uma ótima opção para quem quer usar a criatividade, experimentar ângulos diferentes e brincar com o disparo de 30 cliques por segundo.

Achei que o fato de não ter visor seria o maior aborrecimento, mas acabei não ligando tanto pra isso. A opção de 30 disparos em 3 segundos é uma boa para garantir que você não vai bater a foto justo no momento errado e, com um pouco de costume, não é difícil ter uma noção se a foto vai ficar boa ou não.

Então, ao invés de comprar um visor, vou investir nos suportes (os mounts) quando for comprar meus próximos acessórios. O suporte para guidão pode ser usado para prender a câmera no remo e rende umas boas fotos de paisagem, da imensidão de nossas águas, além de deixar as mãos livres. O suporte para prancha é também bastante tentador. Aí vale observar que a câmera em si não é muito cara (ao menos comprando na gringa), mas todos os acessórios que você vai querer comprar encarecem bastante o brinquedo.

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O que realmente me incomodou é não ter zoom. Acabei perdendo alguns detalhes de natureza que queria registrar por conta disso. É possível fazer alguns recortes em uma edição posterior, mas a qualidade cai bastante no processo.

Por último, um alerta: é preciso se acostumar com o ângulo de visão mais aberto (uma das características mais legais da GoPro) e o tamanho da câmera. Vale dar uma treinada antes em casa para não voltar com várias fotos com o seu dedo no canto:

GoPro no stand up paddle

Thaís Viveiro

Thaís Viveiro é jornalista e praticante de stand up paddle. Está sempre atrás de dicas e experiências para evoluir na arte de remar em pé. Costuma remar no litoral norte de São Paulo.

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